O trabalho incessante da polícia de Alagoas pelo combate ao tráfico no estado vem surtindo efeito e tirado muitos traficantes de circulação. O tráfico de drogas, segundo o delegado adjunto da Polícia Civil, José Edson, funciona como uma empresa, onde a medida que se prende um traficante imediatamente outro o substitui ele. “O comércio é muito grande, temos hoje no estado, a Delegacia de Combate ao Narcotráfico e o Deic, que tem feito um trabalho excelente no combate ao tráfico de drogas no estado”, ponderou.
O que se vem percebendo ao logo do tempo é que o tráfico está acontecendo de uma maneira muito rápida em Alagoas. São várias apreensões de drogas, sendo que em pequenas quantidades, situação que de acordo com Edson não acontecia antigamente, quando as apreensões eram feitas em volumes bem maiores. “Hoje o tráfico se apresenta de uma maneira mais descentralizada, a forma como estão sendo distribuída as drogas está sendo muito maior e mais rápida que antes”, afirma.
Em entrevista a imprensa, o secretário Paulo Rubim afirmou que a cúpula está ganhando dos bandidos. “O cenário está mudando, estamos conseguindo cortar o mal pela raiz, estamos chegando antes deles”, declarou.
Questionado sobre o fato desses traficantes continuarem negociando o tráfico mesmo atrás das grades, o delegado foi bem sucinto: “Temos essa possibilidade sim. A fragilidade é muito grande no sistema prisional. A batalha é diária, são apreendidos diariamente celulares nos presídios, porém, o que é difícil é impedir a comunicação, porque tem familiares que vão visitar, e nesse meio tempo eles levam e trazem informação, inclusive já foi até preso advogado em uma situação que levava e trazia informação, e remunerado com o dinheiro do tráfico”, observa.
Segundo o delegado existe uma lista de vinte presos de Alagoas que estão cumprindo pena em Catanduva – SC, pelo fato de não conseguir mantê-los em um isolamento razoável. “Praticamente isolado ninguém consegue, nem em Catanduva. Mas aqui não se consegue nem o mínimo e nem o aceitável, para impedir que aqueles continuem comandando de dentro dos presídios.
ABSO